O projeto editorial mais comentado entre os jovens
Um projeto educacional muito especial: apresentar a futura profissão a um jovem iniciante no mercado de trabalho. Essa foi a responsabilidade assumida pela IMAM ao ganhar a concorrência pública de 2010 do SESI/SENAI Paraná, cujo escopo era atender ao projeto educacional/editorial que viria a facilitar a comunicação entre a instituição e seus futuros alunos, através da elaboração de cartilhas didáticas que auxiliassem, de maneira lúdica e instrucional, os jovens a escolherem uma profissão para entrar no mercado de trabalho.
Quem
O SENAI/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) atua em 28 áreas industriais com cursos técnicos de nível médio, graduação e pós-graduação. Trata-se do maior complexo educacional-profissional e tecnológico-industrial do Paraná, com mais de 40 unidades de atendimento em todo o Estado.
Com o intuito de se tornar líder nacional em educação profissional e tecnológica, atua com padrão internacional de excelência e está em constante atualização dialógica para atender da melhor maneira possível o mercado de trabalho e os jovens ingressantes.
Para isto, a instituição percebeu que necessitava de uma nova ferramenta comunicacional para alcançar os jovens de todo o Estado (com todas as nuances culturais existentes) e, principalmente, que fosse capaz de despertar o interesse profissional destes. Nasce assim o projeto “Os Especialistas”, com cinco volumes iniciais a serem totalmente desenvolvidos pela agência IMAM.
Problema:
O SENAI/PR optou por um estilo de propaganda de cunho social: cartilhas elucidativas sobre as profissões ofertadas pela instituição. Porém, elas também são ofertadas em outras escolas técnicas, logo, a abordagem expressava tanto a missão do SENAI “promover a educação profissional e tecnológica (…), contribuindo para elevar a competitividade da Indústria Brasileira”, quanto favorecia aos concorrentes, já que, o aluno impactado pelo material poderia cursar a profissão escolhida em outra instituição de ensino.
Fazia-se necessário incentivar o target (jovens (a partir dos 13 anos) e adultos, entre 1º e 2º grau) a se matricularem em um dos cursos de iniciação profissional do SENAI/PR. Era claro que a linguagem e o apelo visual associado eram o foco, para deixar o material gostoso o suficiente a ponto de despertar o interesse por uma carreira a ser cursada na Instituição.
Havia ainda outra característica a ser cuidadosamente analisada: ao mesmo tempo em que a flexibilidade dos cursos (presenciais ou à distância) se mostrava um diferencial positivo, tornava-se uma questão delicada, uma vez que, as cartilhas deveriam servir também para que os alunos não-presenciais se empolgassem a seguir – disciplinadamente – o planejamento educacional proposto pela Instituição.
Ou seja, o objetivo era aumentar a quantidade de matrículas, contudo, perceberam-se os problemas: dois públicos (alunos presenciais e não-presenciais); a possibilidade desses jovens procurarem outras escolas.
Estratégia:
A primeira definição foi o conceito das cartilhas. Priorizou-se a linguagem acessível, técnica e lúdica a fim de suscitar o apelo vocacional nesses jovens, através da apresentação dos cursos pelos simpáticos personagens: Lila Chanel (Confecção); Prof.ª Higina (Higiene de Alimentos); Ed. Viga (Construção Civil); Profº Faísca (Automotiva) e Sr. Liga (Metalmecânica).
Cada cartilha tem seu próprio protagonista que vive situações engraçadas na busca pelo conhecimento – situações essas que os futuros alunos podem ter vivenciado ou poderão vivenciar na carreira. Com uma média de 100 páginas cada, no formato A5, trazem em seu interior uma ficha de avaliação.
A mecânica é simples: o interessado recebe gratuitamente a cartilha, lê, monta seu toy-art, responde a ficha de avaliação anexa e envia para a unidade do SENAI mais próxima de sua casa, demonstrando seu desejo em cursar aquele técnico profissionalizante básico. À distância ou presencial, após a conclusão do curso, recebe a certificação.
Isso aproximou o público-alvo de uma carreira e do SENAI, pois a preocupação em conversar com essas pessoas e orientá-las é que norteou o processo de criação e desenvolvimento de todo esse material.
“Os Especialistas” é o primeiro passo de um projeto que deve se estender a todas as profissões que o SENAI oferece à população.
Ou seja:
A IMAM ficou responsável pela edição e produção do conteúdo, redação e revisão, criação e arte final do projeto editorial e gráfico das cartilhas da coleção.
A série se tornou uma facilitadora do aprendizado além de se firmar como um atrativo interessante aos olhos dos jovens ao dialogar ludicamente, em um contexto de caráter educacional e bem humorado.
Os cinco primeiros títulos são a ferramenta-base para que aumentem o número de matrículas entre 2011 e 2012 (a meta é ultrapassar os 88 mil alunos de 2010). A primeira remessa impressa foi de cem mil unidades (dos cinco volumes) para distribuir em 33 cidades do Paraná, auxiliando os jovens na busca pela iniciação profissional básica e, apresentando o SENAI como a porta de entrada para o mercado de trabalho.




